A intenção de compra de imóvel no Brasil chegou a 52% em 2026, o maior patamar já medido, e quem lidera é a faixa de 21 a 28 anos, com 67%. O dado derruba a ideia de que a geração Z não quer sair da casa dos pais e muda a conta de quem trabalha com crédito imobiliário.
O que você precisa guardar deste artigo
- 52% dos brasileiros declaram intenção de comprar imóvel, recorde da série histórica.
- A geração Z lidera com 67%, depois de avançar dez pontos percentuais em um único levantamento.
- A maior parte compra para morar, e sair do aluguel é o principal motivo.
- 38% de quem declarou intenção ainda nem começou a procurar, e é aí que está o espaço de quem atende bem.
- Intenção alta com crédito seletivo significa fila grande e aprovação disputada.
O número que mudou a conversa
A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, divulgada pelo Registro de Imóveis do Brasil, ouviu 1.200 pessoas em todo o país e registrou o maior índice de intenção de compra desde o início da série.
Mais importante que o número isolado é a direção. A intenção vem subindo mesmo com juro alto, o que indica que a vontade de comprar não é função apenas da taxa. Ela responde a formação de família, saída do aluguel e percepção de que imóvel protege patrimônio.
Por que a geração Z surpreendeu?
O senso comum do mercado dizia que o jovem de hoje não quer se comprometer com um financiamento longo, prefere alugar e não pretende sair da casa dos pais tão cedo. O dado mostra o contrário: é justamente essa faixa que mais declara intenção de comprar.
Três leituras ajudam a entender:
- Aluguel pesou. O aluguel subiu bem acima da inflação nos últimos doze meses, segundo o índice FipeZap de locação residencial. Quando a parcela do financiamento chega perto do aluguel, a conta muda de lado.
- Informação circula mais. Esse público pesquisa condição de financiamento sozinho, compara simulação e chega na conversa sabendo o que quer perguntar.
- A primeira compra virou projeto. Deixou de ser algo para depois dos 35 e passou a entrar no planejamento bem mais cedo.
O que essas pessoas querem comprar
A maior parte compra para morar, não para investir. Dentro de quem compra para morar, o motivo mais citado é sair do aluguel, seguido de ganhar espaço e de sair da casa dos pais. A compra para locação aparece em terceiro, o que mostra que o investidor segue ativo, porém não é quem move o volume.
| Recorte | O que o dado mostra | Como isso aparece no atendimento |
|---|---|---|
| Intenção geral | 52%, recorde da série | Volume grande de gente em fase inicial |
| Geração Z, 21 a 28 anos | 67%, a maior de todas as faixas | Primeira compra, muita dúvida, pouca documentação pronta |
| Finalidade | Maioria compra para morar | Decisão emocional e familiar, não só planilha |
| Estágio da busca | 38% ainda não começaram a procurar | Quem aparece primeiro constrói a relação |
Demanda distribuída de um lado, oferta apertada do outro
A procura aparece em todas as faixas de renda
Outro resultado que contraria a intuição: a intenção de compra não está concentrada no topo da pirâmide. Ela aparece distribuída, com percentuais parecidos entre faixas de renda bem diferentes.
Na prática, isso significa que existem dois mercados acontecendo ao mesmo tempo, e eles pedem conversas distintas:
- Renda mais alta compra imóvel maior, muitas vezes com entrada robusta, e decide pela condição total do contrato.
- Renda intermediária depende de programa habitacional, de prazo longo e de cada ponto percentual na taxa.
- Primeira compra, em qualquer faixa, precisa de orientação desde o começo, porque nunca passou pelo processo.
Quem atende apenas um desses perfis deixa volume na mesa. Quem entende os três consegue aproveitar a demanda inteira que está no mercado.
O estoque de imóvel novo está curto
Do outro lado da conta, o estoque de lançamentos escoaria em pouco mais de nove meses se nenhum empreendimento novo entrasse no mercado. É um estoque curto para um setor que trabalha com obra de anos.
Demanda em patamar recorde com estoque curto costuma significar duas coisas ao mesmo tempo: preço sustentado e decisão mais rápida do comprador. Para quem trabalha com crédito, o recado é direto: o cliente que chega hoje com a documentação organizada fecha, e o que chega depois encontra menos opção.
Vale lembrar que as vendas de unidades novas cresceram no primeiro semestre de 2026 na comparação com o ano anterior, então o estoque não está curto por falta de procura. Ele está curto porque a venda acompanhou o lançamento, que é o cenário saudável para o setor e o mais exigente para quem precisa de crédito aprovado rápido.
Intenção não é compra, e essa distância é a oportunidade
O dado mais útil da pesquisa não é o 52%. É o fato de que boa parte de quem declarou intenção sequer começou a procurar. Entre querer e assinar existe uma travessia longa, feita de simulação, documentação, avaliação do imóvel e análise de crédito.
É nessa travessia que a maioria desiste, e é nela que alguém que entende de crédito faz diferença. O profissional que aparece no começo, organiza a documentação e mostra o caminho tende a estar presente na assinatura.
Como adaptar o atendimento a esse comprador
- Comece pela capacidade, não pelo imóvel. Saber quanto a pessoa consegue financiar antes de procurar evita frustração e encurta o processo.
- Fale de parcela e de desembolso total. Esse público compara taxa anunciada. Mostrar o custo real do contrato muda a conversa.
- Esteja onde ele pesquisa. A busca começa no celular, meses antes da primeira visita.
- Trate dúvida como etapa, não como objeção. Quem compra pela primeira vez pergunta muito porque não sabe, e não porque está indeciso.
- Organize a documentação cedo. É o ponto onde a operação mais trava, e o mais fácil de antecipar.
Para quem já trabalha no mercado financeiro e quer transformar essa demanda em operação própria, a estrutura para quem vem do mercado de crédito ajuda a entender como esse atendimento vira negócio.
Perguntas frequentes
Qual é a intenção de compra de imóvel no Brasil em 2026?
O índice chegou a 52% na pesquisa da Brain Inteligência Estratégica, o maior percentual da série histórica. O levantamento ouviu 1.200 pessoas em todo o país.
A geração Z realmente quer comprar imóvel?
Sim. A faixa de 21 a 28 anos registrou 67% de intenção de compra, a maior entre todas as gerações pesquisadas, depois de avançar dez pontos percentuais em um único levantamento.
As pessoas estão comprando para morar ou para investir?
A maioria compra para morar. Sair do aluguel é o principal motivo declarado, seguido de ganhar espaço e de sair da casa dos pais. A compra para locação aparece em seguida.
Por que tanta gente declara intenção e não compra?
Porque entre a intenção e a assinatura existe um processo longo de simulação, documentação, avaliação e análise de crédito. Parte expressiva de quem declara interesse ainda nem começou a procurar.
A demanda está na rua, o gargalo é o caminho até o crédito
Com intenção de compra em patamar recorde e crédito cada vez mais seletivo, a diferença entre uma venda fechada e uma venda perdida está em quem conduz o financiamento. É um trabalho de método, não de sorte.
Se você quer atuar nesse ponto do mercado com estrutura e formação, converse com o time da UCI Up e entenda como funciona a operação.